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Boana lundii (Burmeister, 1856)

Boana lundii - AAG
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Nome popular : Perereca-usina

Biologia: Espécie de perereca de grande porte e aspecto robusto, pertencente ao grupo faber (Faivovich et al, 2005). É caracteriza por possuir coloração dorsal cinza-claro, esverdeado, com manchas pretas delicadas e sem formas, simulando uma casca de árvore. A cabeça é mais larga do que longa. Tímpanos grandes, porém menores do que os olhos e prega supratimpânica evidente. Saco vocal pouco desenvolvido. Mãos grandes, com dedos unidos por membranas intedigitais.

Flancos e coxas com faixas transversais negras. Presença de prega cutânea anal, no calcanhar, ao longo do tarso e do braço. Ossos verdes. O canto é constituído por 5-8 notas graves (aprox. 1500 Hz) emitidas em sequência (Bokermann e Sazima 1973). 

Habitat e Ecologia: Espécie noturna, associada as matas de galerias, primárias ou secundárias, do Cerrado brasileiro. Se reproduz em riachos permanentes de fundo arenoso ou pedregoso e utiliza poleiros de árvores e arbustos que variam de 0,5 a 10 metros de altura. A desova é flutuante e é depositada em tocas na margem arenosa do riacho. Reprodução prolongada, encontrada em atividade reprodutiva durante todo o ano (Bokermann e Sazima, 1979; Eterovick e Sazima, 2004). 

 

 

 

Distribuição: Espécie endêmica do bioma Cerrado, ocorrendo nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. A espécie pode ser encontrada em praticamente todo o estado do Goiás (Brandão e Araújo, 2001; Brandão et al, 2006; Morais et al, 2011; Mello et al, 2013; Oda et al, 2009; Vaz-Silva et al, 2007; Morais et al, 2012, Frost, 2014). Associada as bacias do São Francisco, Tocantins e Paraná.  

Ameaças: Exploração madeireira, construção de reservatórios hidroelétricos e fragmentação de habitats. 

Fase larval: Comprimento total 45,78 ± 4,52 milímetros (40,1 - 52,4 milímetros). Corpo deprimido, ovóide em vista dorsal e globular em vista lateral. Focinho oval em vista dorsal e arredondada em vista lateral. Espiráculo esquerdo, lateroventral, longo e largo, abertura no terço posterior do corpo, posterodorsalmente dirigido. Fórmula oral de 2 (2) / 4 (1). Bainhas da mandíbula pequena, com serrilha triangular, sendo a bainha maxilar superior em forma de "arco" e bainha inferior da mandíbula em formatos de "V". Coloração em vida  marrom, com pequenos pontos pretos dispersos por todo o dorso,  barbatanas translúcido, levemente pigmentadas.

Figura 2: Imago de B. lundii. Foto: Afonso Meneses

Figura 2: Distribuição da espécie no Distrito Federal.

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