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Leptodactylus mystaceus (Spix, 1824)

Nome popular : 

Biologia: Espécie de rã de porte grande, para o grupo fuscus (Heyer, 1978). Pode ser identificado pela presença de 2 par de cristas glandulares longitudinais, sendo uma contínua e evidente na região dorso lateral e outra pontilhada e pouco conspícua na região lateral do corpo. A coloração dorsal é marrom-claro com mancha interorbital de cor marrom-escuro. Os indivíduos de L. mystaceus também possuem uma faixa labial de coloração branca e uma faixa de cor preta que se inicia no focinho, passa pelo olho, contorna a região posterior do tímpano até o ombro. O focinho, em vista lateral, é acuminado e região nasal levemente côncava. Tímpano evidente e membrana supratimpânica bastante desenvolvida. Dedos livres e sem dilatações digitais. Tubérculos desenvolvidos nos pés (Heyer, 1978).  

Habitat e Ecologia: Ocorre em áreas de floresta primária e secundária, bordas e, ocasionalmente, em áreas abertas, próximos de riachos temporários ou permanentes. Vocaliza antes do anoitecer, próximo ou dentro de câmaras subterrâneas, construída pelos machos e utilizada pela fêmea para ovoposição em ninhos de espuma. Depois de fortes chuvas os girinos são carreados para riacho, onde se desenvolvem (Toledo et al, 2005; Affonso et al, 2011; Maffei et al, 2011). Pode ocorrer em áreas antrópicas (Toledo et al, 2005; Affonso et al, 2011) e, portanto, pode apresentar tolerância a modificações no hábitat.

Noturno, terrestre e insetívoro. 

Distribuição: Espécie com ampla distribuição, podendo ser encontrada desde as Guianas, Colômbia, Venezuela, Regiões Norte, Centro Oeste e Sudeste do Brasil, Equador, Peru e Bolívia.  

Ameaças: Espécie não ameaçada devido principalmente a ampla distribuição e tolerância à modificações no ambiente. Algumas ameaças às populações locais são fogo, atividades agropecuárias e urbanização.  

 

 

 

Figura 1: Distribuição da espécie no Distrito Federal.

Leptodactylus mystaceus - L. mystaceus
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