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Pithecopus oreades (Brandão, 2002)

Nome popular: Perereca do Planalto.

Biologia: P. oreades, pertencente ao grupo hypochondrialis, é caracterizada por possuir pupila da posição vertical e coloração no dorsal verde-limão uniforme e padrão reticulado nos flancos membros e maxila. Padrão reticulado nas faces ocultas dos flancos constitui uma malha de coloração preta, formando machas e ocelos de cores vermelha, presente também nas partes anteriores e posteriores da coxa e braços. Dedos internos das mãos oponíveis aos dedos laterais, adaptado à vida arbórea. Artelho 1 maior e mais robusto que o artelho 2. Membrana interdigital ausente nas mãos e pés. Discos adesivos pouco desenvolvidos. Pele dorsal lisa e pele ventral reticulada e rugosa. Focinho truncado, braços robustos e pernas curtas e robustas. Pode ser distinguida de P. azurea e P. nordestina por apresentar um padrão reticulado nos flancos, membros e maxila (Brandão, 2002).     

Habitat e Ecologia: Utiliza vegetação ripária, arbustiva, dos riachos temporários, de solo rochoso, situados nas encostas do planalto central brasileiro, em altitudes acima de 900 metros. Ninhos são realizados em folhas pendentes acima da lamina d’água e o número de ovo é bastante reduzido, aproximadamente 30 ovos por ninho. É uma espécie de reprodução médio-explosiva, podendo ser encontrada nos meses de outubro-janeiro (Alvares, 2009). P. oreades é restrita de fisionomia de Campos Rupestres e pode não apresentar tolerância a modificações no ambiente.   

Distribuição: Espécie associada às regiões de serras e chapadas do Planalto Central Brasileiro, em altitudes acima de 900 metros. Ocorre somente no oeste do estado de Minas Gerias nos municípios de Paracatu, Cabeceira Grande, Perdizes e Buritis. No estado do Goiás, nos municípios de Minaçú, Alto Paraíso de Goiás, Corumbá de Goiás, Pirenópolis, 

Caldas Novas e Catalão, e no Distrito Federal, na Fazenda-Água-Limpa/UNB (Brandão, 2002; Giaretta et al, 2007; Carvalho e Canelas, 2007; Álvares, 2009; Frost, 2014; obs. pess.). 

Ameaças: Expansão das fronteiras agropecuárias, construção de reservatórios hidroelétricos e fragmentação de habitat.

Fase larval: Girino na fase 37 possui comprimento total de 46,80 mm. Fómula oral (LTRF) 2 (2) / 3. Corpo alongado em vista lateral e formato de trapézio em vista dorsal. Cauda estreita com forma alongada e ponta aguda. Nadadeira dorsal se inicia no fim do corpo e nadadeira ventral começando na porção posterior ao tubo anal. Em vida, o girino possui coloração cinza esverdeado com pontos mais escuros principalmente no dorso e na porção muscular da cauda, formando barras transversais discretas. Dorsalmente e lateralmente o corpo possui coloração cinza-amarronzada. Barbatanas dorsal e ventral são transparentes, com listras transversais pigmentadas. A musculatura caudal é esbranquiçada.

Etimologia: O nome da espécie deriva da mitologia grega, onde oreades, são as ninfas das montanhas, assim como a espécie, que habita topos de platôs e montanhas. Oreades também era a região fitogepgráfica correspondente ao Cerrado proposta por Von Martius em 1824.

 

 

Figura 1: Distribuição da espécie no Distrito Federal.

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