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Physalaemus centralis Bokermann, 1962

Nome popular : Rãzinha branca; Rã fantasma.

Biologia: Espécie de tamanho pequeno a médio, pertencente ao grupo cuvieri, muito semelhante a P. cuvieri, mas pode ser distinguida pelo maior tamanho corporal, ausência de mancha alaranjada na região dos flancos e faixa lateral de cor marrom-escura ou negra, que se inicia no focinho atravessa o olho e termina na região dos flancos. A coloração dorsal de P. centralis pode variar de marrom-avermelhado ao cinza e, alguns indivíduos, podem apresentar um padrão de ferradura de cor cinza-escuro ou  e pequenas manchas e ocelos na região sacral. Possui faixas transversais de coloração cinza-escuro na região dorsal dos membros e ventre branco com linha vermiformes escuras e esparsas (Brasileiro, 1998; Bastos et al, 2003; Uetanabaro, 2008, Maffei et al, 2011).

Habitat e Ecologia: Espécie encontrada em formações abertas do bioma Cerrado, Pantanal e Chacos, sempre próximas a campos inundáveis de Veredas, lagoas permanentes ou temporários, artificiais ou naturais. Pode vocalizar na lâmina d’água ou nas margens das poças.  É frequentemente encontrada reproduzindo em áreas modificadas, como açudes em matriz de pastagem (Brasileiro, 1998; Uetanabaro, 2008; Maffei et al, 2011).

Ameaças: Espécie não ameaçada, entretanto a urbanização e atividades agropecuárias podem constituir ameaças locais.

Fase larval: Comprimento total 20,20 ± 0,93 mm. Corpo deprimido, ovóide em vista dorsal e globular/deprimido em vista lateral. Focinho arredondado em vistas dorsal e lateral. Olho pequeno, dorsolateralmente dirigidos. Espiráculo lateroventral, curto e estreito, com abertura no terço médio do corpo, ventralmente dirigido, com parede centrípeta totalmente fundida com a parede do corpo. Disco oral ventral e fórmula oral dos dentes de 2 (2) / 2 sendo A-1 e A-2 de mesmo comprimento, P-2 ligeiramente mais curto do que P-1. Bainha da mandíbula superior em forma de "arco" e inferior em forma de "V". Coloração em vida marrom com nadadeiras pigmentadas nas margens, concentradas no terço posterior da cauda.

 

 

Distribuição: A distribuição geográfica da espécie é ampla e está associada às formações abertas do bioma Cerrado e Chaco. Pode ser encontrada desde a região Sudeste, Centro-Oeste do país a região nordeste do Paraguai e Bolívia (Brasileiro, 1998; Brandão et al,  Frost, 2014).

 

Figura 1: Distribuição da espécie no Distrito Federal.

Physalaemus centralis - AAG
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