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Physalaemus cuvieri Fitzinger, 1826

Nome popular : Rã-cachorro.

Biologia: Espécie de tamanho pequeno a médio, pertencente ao grupo cuvieri (Frost, 2014). A coloração dorsal é muito variável, variando em cores de cinza ao bege, com padrões muito complexos de mosaicos simétricos de cores marrons e negros, e uma série de faixas paralelas até a região sacral, com dois pontos indistintos. Alguns indivíduos podem apresentar coloração dorsal esverdeada. Pernas possuem barras transversais de coloração cinza-escuro ou amarronzada.  Possui uma faixa lateral de cor cinza-escuro que se inicia no focinho, atravessa o olho e termina na região dos flancos em tons cinza-claro. Pregas dorsais pouco desenvolvidas e interrompidas. Tímpano não visível e membrana supratimpânica pouco evidente. Dedos livres, sem membranas, e ponta dos dedos sem dilatações. Textura lisa ou pouco granular no dorso e liso no ventre. Ventre de coloração branco-amarelado com padrão marmoreado cinza. Possui uma mancha alaranjada característica na região dos flancos e que a distingue de P. centralis (Heyer et al, 1990; Uetanabaro et al, 2008; Maffei et al, 2011; Maneyro e Carrera, 2012). A vocalização se assemelha ao latido de um cão

Habitat e Ecologia: Os indivíduos de P. cuvieri são geralmente encontrados, durante a noite, em formações abertas, em campos encharcados, lagoas artificiais ou naturais, temporárias ou permanentes. São terrestre e aquáticos com dieta insetívora. É muito comum encontrar indivíduos dessa espécie em ambientes mais perturbados, como pastagens e, até áreas urbanas. 

Fase larval: Comprimento total 23,49 ± 0,86 mm. Corpo deprimido, ovóide em vista dorsal e globular/deprimido em vista lateral. Focinho arredondado em vista dorsal e lateral. Olho pequeno, dorsolateralmente dirigido. Espiráculo sinistro, longo e largo com abertura no terço posterior do corpo, posterodorsalmente dirigida, parede centrípeta fundida com a parede do corpo com o borda distal livre e mais longa do que o parede externa. Dsico oral ventral com fórmula oral de 2 (2) / 3 (1) sendo A-1 e A-2 do mesmo comprimento e P-3 cerca de um terço da P-2 comprimento. Baínha superior da mandíbula superior em forma de arco e inferior em forma de "V". Coloração em vida marrom escuro com nadadeiras levemente pigmentadas.

 

 

Distribuição: Espécie de ampla distribuição geográfica. Ocorre em praticamente em todo Brasil e países vizinhos como a Bolívia, o Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela (Frost, 2014). No Cerrado pode ser considerada a espécie de vertebrado mais abundante. 

Ameaças: Espécie não ameaçada.

Figura 1: Distribuição da espécie no Distrito Federal.

Physalaemus cuvieri - AAG
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P cuvieri