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Proceratophrys vielliardi Martins and Giaretta, 2011

Nome popular :

Biologia: O gênero Proceratophrys pode ser caracterizado pela forma ovóide do corpo, focinho atarracado, porte robusto e aspecto verrucoso. P. vielliardi pertence ao grupo cristiceps, caracterizado pela ausência de apêndices palpebrais e glândulas pós-oculares, e distribuição geográfica associado aos biomas Cerrado e Caatinga. Pode ser distinguida das demais espécies pela presença de manchas circulares anastomosadas de cor marrom-escuro, presença de verrugas irregularmente espaças e ausência de cristas dorsais oculares. Além disso, a vocalização da espécie consiste de 3 a 20 notas pulsadas emitidas em sequência, sendo a última nota com maior duração e maior número de pulsos do que as demais. A duração das notas varia de 40,2 a 80,7 milissegundos, entre 4 e 9 pulsos, e a última nota 83,9 a 304,2 milissegundos, com até 30 pulsos. A frequência ocupa uma banda larga com dominante em 1022-1291 Hz (Martins e Giaretta, 2011).          

Habitat e Ecologia: Espécie ocorre em formações abertas, Campo Sujo e Campo Limpo, do bioma Cerrado, e pode ser observada após fortes chuvas, durante os meses de Novembro e Dezembro, próximos à remansos e cabeceiras de pequenos riachos temporários de fundo rochoso (Martins e Giaretta 2011; Brandão et al, 2012). Somente observada em áreas relativamente bem conservadas, apresentando baixa capacidade de colonizar diferentes habitats do Cerrado (Brandão et al, 2012). Dessa forma, pode não tolerar grandes modificações no ambiente. 

Distribuição: Espécie endêmica do bioma Cerrado e com distribuição geográfica restrita às regiões de altitude situadas à sudoeste do estado de Goiás e divisa com o estado de Minas Gerais. É conhecida para apenas três localidades: Brasília (DF), Paracatú (MG) e a localidade-tipo Caldas Novas (GO) (Martins e Giaretta, 2011; Brandão et al, 2012; Frost, 2014).

 

 

Ameaças: Expansão das fronteiras agropecuárias.

Etimologia: O epiteto específico é uma homenagem à Jacques Marie Edme Vielliard, que trabalhava com bioacústica.

Figura 1: Distribuição da espécie no Distrito Federal.