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Rhinella cerradensis Maciel, Brandão, Campos, and Sebben, 2007

Nome popular : Cururu-do-Cerrado 

Biologia: Espécie de tamanho médio-grande e porte robusto, pertencente ao grupo marina (Maciel et al, 2007; Frost, 2014). É caracterizada por possuir crista craniana queratinizada bem desenvolvida, crista rostral, supranasal e supratimpânica também desenvolvidas. Glândula paratóide de formato elíptico, mais longa do que larga, fazendo contado com crista supratimpânica. Tímpano visível, desenvolvido, arredondado, aproximadamente 1/3 do diâmetro do olho. Existe dicromatismo sexual, sendo machos com coloração dorsal marrom-esverdeado e fêmeas com a mesma coloração de fundo, mas apresentando padrões de manchas negras. Pode ser distinguida de Rhinella rubescens e R. schneideri, principalmente, pelo formato da glândula paratóides e ausência de glândula tibial.

Habitat e Ecologia: Espécie encontrada em formações abertas do bioma Cerrado, fitofisionomias conhecidas como Campo Sujo e Campo Limpo em simpatria com R. schneideri e R. rubescens. Utiliza poças permanentes ou temporárias, artificiais ou naturais. É possível que a espécie permanece sob o solo durante os períodos de estiagem. 

Fase larval: Comprimento total do corpo de 8,93 (± 0,63)mm, corpo com formato elíptico em vista dorsal e lateral. Focinho arredondado em vista dorsal e lateral. Olhos dorsais, lateralmente dirigidos. Espiráculo sinistro localizado no terço médio do corpo com abertura na paredde do corpo, sem tubo externo. Disco oral anteroventral, marginalizados no maxilar inferior e superior. Fórmulaoral de dentes de LTRF 2 (2) / 3 (1), sendo, A2 ligeiramente mais longo do que A1 e P1 ligeiramente mais curto de A1 e mais do que P2 e P3. Mandíbulas em formato de "V". Coloraação em vida uniforme, marrom escuro. 

Etimologia: O epíteto da espécie faz referência ao bioma Cerrado, do qual ela é endêmica.

 

 

Distribuição: Espécie com ampla distribuição no bioma Cerrado. Já foi registrada nos estados do Piauí, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal e, mais recentemente, no estado do Mato Grosso do Sul (Maciel et al, 2007; Frost, 2014). 

Ameaças: Remoção de habitat e desmatamentos constituem as principais ameaças as populações locais.

Figura 1: Distribuição da espécie no Distrito Federal.

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